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O que ninguém te conta sobre como fazer uma boa gestão

Já tenho alguns bons anos no mercado, principalmente digital e voltado pra comunicação, e nunca aprendi nem formal e nem informalmente sobre como fazer uma boa gestão. E isso não se refere a cargos de gestão, mas sim o básico necessário pra gerir até o seu próprio trabalho e como funcionam (ou deveriam) empresas de qualquer porte.


A operação em si é algo muito negligenciado quando nos deparamos com áreas de marketing. Falo isso tendo local de fala e ouvindo dos meus colegas de trabalho em TODO lugar que eu vou. Mas isso não se limita ao marketing. Todas as áreas, exceto talvez tecnologia, não possui métodos e formas estratégicas de simplesmente se organizar.


Isso é uma coisa que sempre me pega porque eu não funciono sem organização. Então você já imagina o que acontece, né? Sim, lá vou eu organizar tudo ao meu redor e aprendi bastante coisa no caminho.


Tudo começa quando você entende a estrutura básica de uma operação:



Até aqui, nada muito novo, certo? Porém, a gente só entende de verdade na maioria das vezes quando nos colocam pra viver a realidade de cada uma. E nessa maioria, dizendo pela minha área e vivência, sem preparo nenhum. Ou seja, você bate cabeça até pegar o jeito.


Então reuni aqui o que aprendi sobre as características de cada nível, quem está nele, quais os desafios e as dores de cada uma na estrutura de uma área.

Começando pelo topo, o nível estratégico é onde são decididos os objetivos da área, eles são conectados com os objetivos de negócio e precisam ser um norte para o setor.

  • Características: Geralmente são objetivos mais subjetivos e qualitativos.

  • Quem a compõe: Essa parte costuma ser orquestrada pelos líderes de maior nível, como heads e diretores.

- Maiores desafios

  • Fornecer recursos para que a operação inteira seja bem sucedida

  • Gestão de orçamentos e movimentos grandes de processos e equipe

- Maiores dores

  • Mostrar resultados quantitativos com frequência e muito conectados ao setor de vendas/comercial

  • Apresentar as estratégias à alta gestão e resolver crises

 

Já o nível tático, são o “como” atingiremos os objetivos do nível estratégico. Quais serão as estratégias que vamos utilizar para tal.

  • Características: Geralmente são definidas em conjunto com o nível estratégico, mas é aqui que elas se desdobram em ações e demandas.

  • Quem a compõe: Essa responsabilidade é de líderes que estão no meio da operação como um todo, como gerentes, coordenadores e supervisores.

- Maiores desafios

  • Gerir equipes multidisciplinares

  • Mostrar o progresso das ações, resultado e novos caminhos

  • Monitorar a execução das estratégias do operacional e reportá-las ao nível acima

- Maiores dores

  • Sendo o nível intermediário entre o nível estratégico (acima) e operacional (abaixo), uma de suas maiores dores é saber se comunicar de acordo à eles e, claro, destrinchar as estratégias em tarefas e demandas para execução.


 

E por último, mas não menos, pelo contrário, o MAIS importante: o Operacional. É o nível do plano de ação: é aqui que são inseridas todas as demandas e tarefas que precisam ser feitas para que a estratégia aconteça.

  • Características: Geralmente onde acontece "a mágica", leia-se caos - fica mais visível quando não é organizado.

  • Quem a compõe: A galera que põe a mão na massa para executar e trabalha diariamente em plataformas, programas, planilhas, docs: os analistas.

- Maiores desafios

  • Prazos incompatíveis para uma execução adequada

  • Trabalhar sem pontos de referência por não ter acesso e nem visibilidade das estratégias e seus resultados

- Maiores dores

  • Briefings incompletos e às vezes inexistentes

  • Falta de clareza e comunicação ruidosa ao receber demandas e como consequência: retrabalhos e ajustes recorrentes.

 

O que acontece quando esses níveis operam fora de sintonia, em direções diferentes e não conectados um ao outro?


Acho que se você chegou até aqui, já sabe da resposta. Mas trarei alguns dados pra reforçar:


Segundo dados do IBGE, 48% das empresas brasileiras fecham em até 3 anos e o principal motivo é a falta de gestão eficiente. Segundo as últimas pesquisas do Sebrae, 34% dos negócios em atividade destacam uma gestão eficiente como fator primordial para a sobrevivência.


Beleza! Mas Gi, esse caos não é o “normal” quando falamos em gestão de áreas e equipes?

Não é porque naturalizamos que é o único jeito. Muito menos o melhor, concorda?

A gestão do futuro não se resume ao nível operacional, mas sim os 3 funcionando juntos, de preferência, no mesmo lugar e com mesma dinâmica. Urge a necessidade de adaptar e evoluir nossa forma realizar gestão. A questão é: COMO?


Eu acredito que através de 3 estratégias que se implementadas não vão apenas melhorar a gestão, mas o ambiente de trabalho como um todo, incluindo o bem estar das pessoas, o engajamento com o trampo e porque não dizer, aumentando a lucratividade do negócio. É uma consequência quase que instantânea como resultado da adoção dessas práticas:


1. Uma comunicação verdadeiramente assertiva


O The Holmes Report realizou uma pesquisa com empresas em têm mais de 100mil funcionários, e eles perdem - pasme - $62,4mi anualmente por problemas de comunicação assertiva.


Imagem e conteúdo desse tópico: Conquer

Os problemas são:

  • A informação de perde: A mensagem inicial se perde no meio do caminho, e chega aos pedaços (ou só pela metade) do outro lado

  • O que é dito é diferente do que é interpretado: Muitas vezes achamos que o outro esta compreendendo o que dizemos. Mas a interpretação dele da mesma mensagem é diferente da nossa.

  • Ruídos: O excesso de informação muitas vezes gera ruído, e atrapalha o entendimento do outro. Não é só barulho que é ruído. Quando você conta em meia hora uma história que poderia ser resumida em cinco minutos, boa parte desta “falação” a mais é ruído!

Descrevi a realidade de alguém aí? Não é a toa. A segunda vai contra o que a grande parte de empresas verticais ainda insistem em segurar por puro apego ao controle.


2. Microgestão, não! Macrogestão, sim!


A microgestão apesar de comum, já não faz mais sentido na forma que a maioria de nós trabalha hoje em dia. Sendo o oposto da microgestão, a macrogestão requer confiança nos profissionais envolvidos.


Isso significa compartilhar informações como estratégias e resultados, além de delegar responsabilidades com as equipes.


A terceira e última é a mais "simples" e a que falamos lá no início.


3. Estruturar o básico de um ciclo de vida de operação


Apenas 7% das organizações pesquisadas têm um nível de maturidade digital totalmente desenvolvido, com sistemas e canais integrados e desenvolvimento completo do ciclo de vida da operação.



Esse é o passo a passo que faço quando chego numa empresa ou área pra começar qualquer coisa. Acredito que é necessário arrumar a casa antes, porque sem isso minimamente estruturado pode ter certeza que você vai ter que lidar com isso lá na frente com uma proporção, leia-se problema - muito maior.


Feito isso, agora a gente vai pra parte mais interessante que é aplicar tecnologia e inovação pra otimizar uma melhoria contínua da operação através de ferramentas, automações e metodologias. Complicou? Relaxa, exemplifico:



Esses nomes são familiares pra você? Se não, é bom começar a olhar mais em como esses pontos podem facilitar a sua vida e a de todo mundo a sua volta.

A frase atribuída ao velho Charles Darwin nunca fez tanto sentido: “Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”. E não digo isso apenas pensando em nós profissionais, mas às empresas, principalmente.

Dando um exemplo real e maior do que está acontecendo: Se áreas específicas (DevOps, ContentOps, MarketingOps) estão nascendo e colocando esforço e profissionais dedicados à operação delas é porque está dando certo! ~leia-se lucro, qualidade e resultados!


Dando a devida atenção à operação aliada a tecnologia, você tem nas mãos:

  • Dashboards visuais atualizados em tempo real

  • Cronogramas em timelines, calendários, gant e outros

  • Estratégias conectadas às metas e de fácil atualização

  • Fluxos e processos claros e documentados

  • Filtros que facilitam encontrar e organizar tarefas

  • Board kanban com alto nível de personalização

  • Automações que economizam tempo

As vantagens são muitas, então divido elas em medidas de tempo:

  • a curto prazo: processos que darão base sólida e realista para construir planejamentos e metas.

  • a médio prazo: comunicação e organização melhorada, engajamento dos envolvidos, alívio de sobrecarga, redução de erros e retrabalho.

  • a longo prazo: + previsibilidade, produtividade e redução de custos; Consequentemente: aumento de receita, melhora no clima organizacional e retenção de talentos, ambiente mais humano e saudável.

Por fim:


Quer aprender mais sobre isso? Posso ajudar, chega mais e conheça como. Se você é da área de marketing, esse link aqui é ainda melhor. 💜🤓


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